O substrato de Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, alterna arenitos da Formação Santa Maria com basaltos da Formação Serra Geral, criando contrastes de resistividade que exigem leituras geofísicas detalhadas antes de qualquer fundação profunda. Nossa equipe executa a sondagem elétrica vertical com arranjo Schlumberger, mapeando a geometria das camadas e identificando zonas de fratura preenchidas por água — um dado crítico num município que extrai 40% do seu abastecimento do Aquífero Guarani. Ao longo de 15 anos de campanhas regionais, vimos que um perfil de SEV bem calibrado reduz em até 30% o número de sondagens mecânicas necessárias, otimizando o custo da investigação. Para projetos de barragens de pequeno porte ou túneis lineares, complementamos a leitura com refracao-sismica, cujas velocidades Vp ajudam a calibrar o contato entre solo residual e rocha sã.
Em Santa Maria, a inversão conjunta de SEV com dados de CPT revela lentes de argila condutiva que as sondagens isoladas não detectariam.
Dúvidas habituais
Qual a profundidade que a SEV atinge no solo de Santa Maria?
Nos arenitos e basaltos da região central, com abertura AB/2 de 150 metros, atingimos profundidades de investigação entre 60 e 80 metros. A profundidade exata depende da resistividade das camadas superficiais — se houver argilito muito condutivo nos primeiros 10 metros, a corrente elétrica se dissipa mais rápido e a penetração efetiva diminui para cerca de 50 metros.
Quanto custa uma campanha de resistividade elétrica em Santa Maria?
O valor de uma campanha básica com 3 a 5 SEVs e um perfil de caminhamento elétrico de 200 metros fica entre R$1.610 e R$2.250, dependendo da distância de deslocamento da equipe até o local da obra e da complexidade topográfica. Campanhas maiores, com imageamento 3D e polarização induzida, têm orçamento específico após visita técnica.
A resistividade substitui a sondagem SPT no projeto de fundações?
Não substitui, mas reduz o número de furos necessários. A SEV fornece um perfil contínuo das camadas e detecta anomalias entre os pontos de SPT, porém a NBR 6484 exige furos mecânicos para determinar a resistência e a estratigrafia tátil-visual. O mais eficiente é usar a geofísica para posicionar os furos de SPT nos locais críticos, otimizando a campanha de investigação.