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Resistividade Elétrica e SEV em Santa Maria: Mapeamento Geofísico para Projetos de Engenharia

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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O substrato de Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, alterna arenitos da Formação Santa Maria com basaltos da Formação Serra Geral, criando contrastes de resistividade que exigem leituras geofísicas detalhadas antes de qualquer fundação profunda. Nossa equipe executa a sondagem elétrica vertical com arranjo Schlumberger, mapeando a geometria das camadas e identificando zonas de fratura preenchidas por água — um dado crítico num município que extrai 40% do seu abastecimento do Aquífero Guarani. Ao longo de 15 anos de campanhas regionais, vimos que um perfil de SEV bem calibrado reduz em até 30% o número de sondagens mecânicas necessárias, otimizando o custo da investigação. Para projetos de barragens de pequeno porte ou túneis lineares, complementamos a leitura com refracao-sismica, cujas velocidades Vp ajudam a calibrar o contato entre solo residual e rocha sã.

Em Santa Maria, a inversão conjunta de SEV com dados de CPT revela lentes de argila condutiva que as sondagens isoladas não detectariam.

Metodologia e escopo

Todo ensaio segue as diretrizes da ABNT NBR 15935:2011, que define os procedimentos de aquisição, processamento e interpretação de dados geoelétricos. Em Santa Maria, a presença de argilitos condutivos no topo da Formação Santa Maria gera um contraste marcante com os arenitos eólicos sobrepostos, e a inversão 2D da resistividade permite delimitar com precisão a espessura do horizonte plástico — informação vital para quem projeta taludes de corte ou escavações profundas. Utilizamos resistivímetros com potência mínima de 250 W e eletrodos de aço inox, dispostos em linhas de 200 a 400 metros, que garantem profundidade de investigação superior a 60 m em terrenos de média resistividade. Quando o cliente enfrenta solos colapsíveis típicos do planalto gaúcho, integramos a SEV com o ensaio-cpt para correlacionar a resistência de ponta com as anomalias de baixa resistividade, gerando um modelo geotécnico contínuo que reduz incertezas na escolha entre estacas e radiers.
Resistividade Elétrica e SEV em Santa Maria: Mapeamento Geofísico para Projetos de Engenharia
Imagem técnica de referência — Santa Maria

Contexto geotécnico local

Um erro recorrente em obras no Bairro Camobi e arredores de Santa Maria é assumir que o topo rochoso é contínuo após apenas duas sondagens SPT, quando na realidade o basalto fraturado pode mergulhar 15 metros em menos de 40 m de distância — falha que já causou recalques diferenciais severos em galpões industriais da BR-287. A SEV com arranjo dipolo-dipolo expõe essas paleodepressões antes da cravação das estacas, evitando que a ponta fique suspensa sobre blocos soltos. Outro problema crítico aparece na contaminação de aquíferos livres por postos de combustível: a pluma de hidrocarbonetos gera anomalias de alta resistividade que só um imageamento 2D bem processado consegue delimitar, evitando que a escavação atinja a zona contaminada e espalhe o passivo ambiental. Ignorar a geofísica nesses cenários é assumir um risco financeiro que nenhum seguro cobre.

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Material audiovisual

Valores típicos

ParâmetroValor típico
Arranjo padrãoSchlumberger (SEV) e Wenner (Caminhamento)
Profundidade de investigaçãoAté 80 m com AB/2 de 150 m
Resistividade aparente medida1 a 10.000 Ohm.m
Norma técnica de referênciaABNT NBR 15935:2011
Taxa de amostragem10 leituras por ponto (SEV)
Espaçamento entre eletrodos5 a 10 m (caminhamento elétrico)
Tempo médio de aquisição por linha45 a 90 minutos (dependendo do AB/2)

Serviços complementares

01

Sondagem Elétrica Vertical (SEV)

Executada com abertura AB/2 de até 150 m, ideal para detectar a profundidade do embasamento cristalino e a posição do nível freático regional.

02

Caminhamento Elétrico 2D

Perfis de resistividade com espaçamento de 5 ou 10 m entre eletrodos, processados por inversão robusta (L1-norm) para destacar contatos verticais e fraturas.

03

Polarização Induzida (IP)

Acoplada à resistividade, mede a cargabilidade do meio — essencial para diferenciar argilas de areias saturadas e detectar contaminação por hidrocarbonetos.

Normas de referência

ABNT NBR 15935:2011 — Investigações ambientais — Aplicação de métodos geofísicos — Eletrorresistividade, ABNT NBR 6484:2020 — Sondagens de simples reconhecimento com SPT — Método de ensaio, ABNT NBR 8036:1983 — Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios

Dúvidas habituais

Qual a profundidade que a SEV atinge no solo de Santa Maria?

Nos arenitos e basaltos da região central, com abertura AB/2 de 150 metros, atingimos profundidades de investigação entre 60 e 80 metros. A profundidade exata depende da resistividade das camadas superficiais — se houver argilito muito condutivo nos primeiros 10 metros, a corrente elétrica se dissipa mais rápido e a penetração efetiva diminui para cerca de 50 metros.

Quanto custa uma campanha de resistividade elétrica em Santa Maria?

O valor de uma campanha básica com 3 a 5 SEVs e um perfil de caminhamento elétrico de 200 metros fica entre R$1.610 e R$2.250, dependendo da distância de deslocamento da equipe até o local da obra e da complexidade topográfica. Campanhas maiores, com imageamento 3D e polarização induzida, têm orçamento específico após visita técnica.

A resistividade substitui a sondagem SPT no projeto de fundações?

Não substitui, mas reduz o número de furos necessários. A SEV fornece um perfil contínuo das camadas e detecta anomalias entre os pontos de SPT, porém a NBR 6484 exige furos mecânicos para determinar a resistência e a estratigrafia tátil-visual. O mais eficiente é usar a geofísica para posicionar os furos de SPT nos locais críticos, otimizando a campanha de investigação.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Santa Maria e arredores.

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