A geologia de Santa Maria, assentada sobre arenitos da Formação Santa Maria e níveis de basalto da Formação Serra Geral, impõe contrastes hidráulicos severos. Enquanto os arenitos finos a médios da Depressão Central apresentam porosidade intergranular propensa a fluxos lentos, as fraturas do basalto geram caminhos preferenciais de percolação com condutividades ordens de grandeza superiores. Caracterizar esses regimes não é burocracia: é a diferença entre uma drenagem que funciona e um recalque por lavagem de finos. Aplicamos os ensaios Lefranc e Lugeon seguindo as diretrizes da ABNT NBR 13292 e ISRM, adaptando o procedimento ao tipo de material encontrado em cada furo. O ensaio de permeabilidade in situ é complementado, quando o perfil é heterogêneo, por sondagens SPT para mapear a transição solo/rocha e prever a posição do NA antes da instalação do obturador.
Cinco patamares de pressão no ensaio Lugeon revelam se a fratura está sendo lavada ou apenas conduzindo fluxo laminar.
