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Projeto de Pavimento Flexível em Santa Maria: Desempenho Estrutural sobre Solos do Planalto Gaúcho

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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Um pavimento projetado para o distrito industrial de Camobi não se comporta da mesma forma que outro dimensionado para um loteamento no bairro Patronato. A diferença está na resposta do subleito, que em Santa Maria varia de solos residuais de arenito Botucatu, bem drenados nas cotas mais altas, a argilas siltosas nas várzeas do Arroio Cadena. Essa transição brusca de capacidade de suporte, típica da geomorfologia do rebordo do Planalto, exige um projeto de pavimento flexível onde a caracterização geotécnica vá além do ensaio CBR convencional. Nosso ponto de partida é sempre uma campanha de sondagens SPT para identificar a profundidade do impenetrável e a posição do lençol freático, variáveis que em Santa Maria mudam completamente o módulo de resiliência adotado no dimensionamento.

Em Santa Maria, a diferença entre um pavimento que dura 5 anos e outro que chega a 12 está na correta interpretação do subleito saturado no inverno.

Metodologia e escopo

O clima subtropical úmido de Santa Maria, com precipitação anual em torno de 1.700 mm concentrada no inverno, impõe um regime de saturação sazonal que penaliza a capacidade de suporte dos solos finos. Por isso, nossos projetos de pavimento flexível incorporam um estudo hidrológico que define a cota de drenagem profunda e a necessidade de sublastro em vias de tráfego pesado, como os acessos aos silos da região. A metodologia de dimensionamento segue a ABNT NBR 7207, mas a escolha dos coeficientes estruturais é calibrada com dados reais de módulo de resiliência obtidos em laboratório, não apenas com tabelas genéricas. Complementamos a análise com o ensaio triaxial cíclico para simular o comportamento da camada de base sob cargas repetidas do tráfego de caminhões graneleiros, que definem o espectro de solicitações nas rodovias vicinais do município. Esse refinamento técnico permite otimizar a espessura do revestimento asfáltico sem comprometer a vida útil de projeto, que dimensionamos para 10 ou 12 anos conforme o VMDa projetado.
Projeto de Pavimento Flexível em Santa Maria: Desempenho Estrutural sobre Solos do Planalto Gaúcho
Imagem técnica de referência — Santa Maria

Contexto geotécnico local

A expansão urbana de Santa Maria, impulsionada pela presença da UFSM e da Base Aérea, levou à ocupação de áreas com histórico geotécnico complexo. Nas décadas de 1970 e 1980, muitos loteamentos foram abertos sobre aterros de voçorocas mal compactados na região oeste da cidade, próximos ao Morro do Elefante. Hoje, pavimentos executados sobre esses depósitos sofrem recalques diferenciais severos e trincas por fadiga precoce quando a estrutura não foi concebida para absorver deformações. Um projeto de pavimento flexível bem fundamentado nesses setores precisa incorporar reforço com geogrelha e uma camada de sub-base granular drenante, além de exigir o controle rigoroso da compactação com ensaio de densidade in situ pelo cone de areia. Desconsiderar esse passivo geotécnico resulta em restaurações sucessivas e custos de manutenção que superam, em poucos anos, o investimento inicial da pavimentação.

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Valores típicos

ParâmetroValor típico
Vida útil de projeto típica10 a 12 anos
Norma de dimensionamentoABNT NBR 7207:1982 (método DNER)
Tráfego suportado (Número N)10⁵ a 5x10⁷ solicitações do eixo padrão
Deflexão máxima admissível (Viga Benkelman)< 40 x 10⁻² mm (revestimento flexível)
Módulo de resiliência do subleito (mín. recomendado)≥ 80 MPa
Controle de compactação do subleitoGC ≥ 100% Proctor Normal (corpo do aterro)
Teor de betume (CAP 50/70 típico)4,5% a 6,0% (massa seca dos agregados)

Serviços complementares

01

Dimensionamento Mecanístico-Empírico

Utilizamos software de análise elástica de múltiplas camadas (Elsym5, Kenlayer) calibrado com parâmetros de resiliência medidos em corpos de prova moldados na energia de campo, permitindo prever a evolução do afundamento de trilha de roda e do trincamento por fadiga ao longo da vida útil.

02

Controle Tecnológico de Execução

Acompanhamos a usinagem do concreto asfáltico (CAUQ) na pista com ensaios de extração de betume (Rotarex) e granulometria do esqueleto pétreo, além do controle de compactação com densímetro nuclear calibrado contra o cone de areia a cada 100 m de faixa.

03

Avaliação Estrutural de Pavimentos Existentes

Realizamos levantamento deflectométrico com Viga Benkelman e Falling Weight Deflectometer (FWD) para retroanálise dos módulos das camadas in situ, subsidiando projetos de restauração com reforço estrutural ou reciclagem de base in situ com adição de cimento.

Normas de referência

ABNT NBR 7207:1982 – Pavimentação – Projeto de pavimentos flexíveis, ABNT NBR 6457:2024 – Amostras de solo – Preparação para ensaios de compactação e CBR, DNIT 011/2004-PRO – Gestão da qualidade em obras rodoviárias, ABNT NBR ISO/IEC 17025 – Requisitos gerais para competência de laboratórios de ensaio

Dúvidas habituais

Qual o custo para projetar um pavimento flexível em um loteamento de 500 m de via em Santa Maria?

Para um loteamento residencial com cerca de 500 metros lineares de via, o projeto completo incluindo investigação geotécnica, ensaios de CBR e dimensionamento da estrutura do pavimento fica na faixa de R$3.450 a R$5.800. O valor final depende da quantidade de furos de sondagem necessários e da complexidade do tráfego previsto.

Qual a diferença entre o método do DNER e métodos mecanísticos no projeto de pavimento?

O método tradicional do DNER (ABNT NBR 7207) é baseado no ensaio CBR e na ábaco de dimensionamento empírico, funcionando bem para tráfegos moderados. Já os métodos mecanísticos calculam tensões, deformações e deslocamentos em cada camada usando o módulo de resiliência dos materiais. Em Santa Maria, onde o subleito passa longos períodos saturado, o enfoque mecanístico permite prever com mais precisão o dano por fadiga nas camadas asfálticas e otimizar a espessura do reforço.

Quanto tempo leva para concluir um projeto de pavimento flexível, desde a sondagem até a entrega das pranchas?

O prazo típico é de 15 a 25 dias úteis. As sondagens e a coleta de amostras demandam de 2 a 3 dias em campo. Os ensaios de laboratório (CBR, expansão, granulometria, compactação) são concluídos em 7 a 10 dias, pois o ensaio de CBR requer 4 dias de imersão. O dimensionamento e a elaboração das pranchas executivas ocupam os 5 a 8 dias restantes, dependendo da extensão da via.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Santa Maria e arredores.

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